Os entendedores de arte que me desculpem, não sou conhecedor daquilo que por dias atuais chamam de arte contemporânea. Pelo contrário, instigo-me a somente refletir sobre o que posso encontrar de belo ou estético em obras atuais. 

Não fui até a Capital para olhar bem de perto tais obras expostas no espaço Santander Cultural, primeiro pela distância e segundo pelo tempo que me é escasso. Porém obtive alguns vídeos e fotos da exposição nomeclaturada como Queermuseu.

No material que recebi vi cenas escabrosas, quem sabe oriundas de uma mente pervertida ou quiçá provenientes do imaginário comum. Apesar de vivermos em uma terra onde tudo é relativo, depende ao emissor da mensagem e da convivência do receptor, eximir da exposição a pecha de anti-moral seria no mínimo uma estupidez. De fato, tais imagens não deveriam ter sido colocadas ali, próximas de crianças, disponíveis para qualquer um. Pior ainda tal exposição ter sido financiada com dinheiro público através da lei de incentivo a cultura. Ou seja, paga com o nosso dinheiro. No entanto sem nosso consentimento prévio. 

Há quem goste e não se importe ao ver tais imagens. Assim como quem prefere chocolate à laranja. Mas não se pode empurrar para o cidadão a conta por uma arte que não é sua. Tais defensores do “politicamente correto” deveriam antes de mais nada se atentar ao público que bancou a exposição. Este deveria ser o curador principal. Mas infelizmente tentaram mais uma vez empurrar a legitimação daquilo que creem como correto. 

Ora, para alguns aquilo seria arte. Para outros não. Se tudo ocoresse por meio do pagador entrante estaria tudo certo. Mas não para toda uma população com culturas diferentes. Isso para mim tem outro nome: censura. Mesmo que às avessas.

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