Categoria Política

porJeronimo Molina

Demagogia deve estar em prol da política?

Precisamos ver além dos olhos do marketing político e sentir as reais intenções de nossos líderes

O prefeito de São Paulo João Doria se vestiu de gari para varrer algumas folhas próxima a Praça 14 Bis. A ação foi mais marketing para seu novo projeto chamado Cidade Linda. Prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella também realizou ação assim doando sangue. Apesar de ação demagógica, se observarmos do ponto de vista da publicidade está correta.

Houveram críticas (algo que seria óbvio) por usar um preceito da antiga política. Entretanto outros políticos também já se utilizaram dessa prática: caminhando na rua, andando de bicicleta, comendo pastel e tomando café em padaria. Isso é normal para a política brasileira e mundial. Não são raras as fotos de Barack Obama servindo em restaurantes comunitários ou cantando para um público de pessoas comuns.

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Para isso dispomos um nome: exposição da imagem. Criar uma aura de simplicidade em torno de sua imagem torna o político parte da comunidade onde ele está inserido. Essa aproximação faz com que a própria comunidade se enxergue no político e este possa tomar decisões de maneira mais livre. Diferente os políticos europeus que por força das circunstâncias pegam metrô e compram em supermercados. De fato lá os políticos são exatamente como pessoas comuns. Não é atoa que a câmara baixa na Inglaterra se chama Câmara dos Comuns.

Mesmo sabendo que tais ações são de marketing político, partidários de certos políticos defendem esses feitos simplesmente por concordar com o político. Voltando ao prefeito de São Paulo, não sobraram críticas a ele por vestir-se de gari usando um sapato da Osklen. Entretanto o ex-prefeito Fernando Haddad andou de bicicleta, caminhou pelas ruas, entre outras ações similares.

Tanto um quanto o outro são demagogos. Segundo a Wikipedia (que determina conceitos enciclopédicos básicos) demagogia é a arte de conduzir o povo, “no qual existe um claro interesse em manipular ou agradar a massa popular, incluindo promessas que muito provavelmente não serão realizadas, visando apenas a conquista do poder político”.

Sua utilização conduz as massas a reflexão seletiva: “meu político favorito é melhor que o seu”, diz o incauto. Torna a política (seja partidária ou não) em algo mais parecido com times de futebol, alegando virtudes em um simples gesto de propaganda. Enquanto isso, políticos de todas as estirpes envaidecem seu próprio ego, na busca de outros elementos que façam a movimentação da imprensa e do público.

Prova disso é a rápida preparação de um local para a aparição pública de algum político. Calçadas limpas, bueiros tampados, grama cortada, sistema de som. Se duvidar aparecem seguranças e cordão de isolamento. Todo circo armado para nós, palhaços adestrados, ficarmos sorrindo e dizendo: “olha ele é do povo!”.

Não deveríamos nos espantar quando um político utiliza o transporte público, ou varre uma calçada, ou anda de bicicleta, doa sangue, come pastel e toma um pingado de café com leite. Políticos não são seres de aura pura, pensamento refinado e intenções santificadas. São humanos como nós mesmos.

Em Caxias do Sul na década de 1980 o prefeito chamava a atenção. Não por sua fala simples e comedida, mas, Mansueto Serafini Filho eleito pelo PTB caminhava todos os dias de sua casa até a prefeitura a pé. Demagogia? Felizmente não. Segundo ele próprio o fazia porque gosta de caminhar. Não foram raras as vezes que após sua jornada diária como prefeito tomava café em um bar no caminho para casa.

Tais ações precisam ser naturais aos nossos olhos, não algo incomum. Ser político é antes de mais nada ser um cidadão comum, que abdicou parte de seu tempo para cuidar da comunidade. Quando damos mídia para ações de marketing político estamos indo na contramão disso, incentivando para mais demagogia.

Precisamos ter olhos bem abertos, pois o demagogo acaba jogando para a torcida e pode levar tudo a perder se querer fazer tudo aquilo que todos querem.

porJeronimo Molina

Quando o PT se tornou fascista

Antes que você se pergunte já vou lhe alertando: sim irei falar do Partido dos Trabalhadores. Porém dessa vez não vou falar com tom carregado de ojeriza a tal agremiação, ou muito menos vou criticar seu modo operandi  para se manter no poder. Hoje vou falar sobre uma constatação que tive há muito tempo.
O Partido dos Trabalhadores surgiu no ímpeto de difundir a social-democracia em moldes mais “chineses”. Sabemos que no início da década de 1970 a China sofreu uma reestruturação gigantesca na forma de como fazer negócios, se abriu ao mercado e sobrevive até hoje graças a tal estratégia.

Ao contrário de seu vizinho comunista mais ao sul – a Coréia do Norte – a China hoje não tem maiores preocupações com influências estrangeiras sobre sua política interna. Se perpetua como uma ditadura comunista, porém com toques de mercado. Não pense você que por aquelas bandas existam somente flores: ainda existe perseguições a contrários ao regime, a população não comenta política abertamente, a grande maioria não professa nenhuma religião e a a grande maioria das empresas tem grande parte do seu capital nas mãos do setor público. Assim configurou-se o PT: um partido que gostaria e muito de implementar o mesmo sistema no Brasil.

A diferença da China para o Brasil – além da distância – é que existe um abismo cultural. Enquanto o primeiro há muito tempo foi governado por déspotas, o segundo teve dois períodos breves de ditadura (somados não chegam a apenas 40 anos). Além disso, o chinês tem por excelência obedecer a um único líder, enquanto o brasileiro…

De toda forma a ideia central seria a implantação de um regime semelhante ao chinês no Brasil, porém para se conseguir tal feito precisava o mesmo ser aplicado por meio do sufrágio popular. Na história moderna somente dois partidos quiseram legitimar-se por meio de sufrágio para depois constituir uma ditadura futura: o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães e o Partido Nacional Fascista.  Nota-se que ambos partidos se usaram a fragilidade da população e colocaram sob a égide do sufrágio popular a própria liberdade. Assim pensava o PT, que tem por mote medidas nada convencionais e muitas vezes consideradas antidemocráticas tais como a regulação da mídia, o imposto sobre grandes fortunas, o Plano Nacional de Direitos Humanos versão 3 (PNDH-3), entre outras.

O caminho do partido do governo foi mais longo pois se usou da prerrogativa de Antonio Gramsci que em suas teses acreditava na hegemonia cultural, ou seja, a cultura comunista em todos os setores da sociedade: universidades, escolas, empresas, sindicatos, etc.  Com este objetivo atingido, a personificação do PT em “salvação para os problemas da nação” foi a consequência natural, sem que o temor em ter um governo comunista ficou esquecido.

É de conhecimento público que o partido tem por objetivo a manutenção do poder por determinado período a fim de estimular o discurso no qual é “doutor”: ser oposição. Por este motivo, a única maneira de manter-se no poder é utilizar do ataque, estimulando assim o ideário dos não envolvidos com política que somente há uma verdade, a do Partido dos Trabalhadores.

Depois disso bastou a inércia: o eleitor mediano quase beirando um sonho juvenil aprovou a tomada do poder pelo partido, que aliou-se a praticamente todos os partidos políticos, e detém boa parte das cadeiras no parlamento brasileiro.  Durante 8 anos no mandato do ex-presidente Lula, o partido do governo aprovou praticamente tudo aquilo que desejava, e enganou a população com um conto de que tudo estava suficientemente solucionado.

Assim estava até iniciar a crise financeira norte-americana, no qual o Brasil não pode ficar alheio, assim o governo que antes acreditava na “bobeira” generalizada da população deu um calmante, facilitando o acesso ao crédito para estimular o consumo. Isso fortaleceu a ideia que havia muito dinheiro, que o país era rico e poderia fazer a permanência do PT eterna no governo.

Porém o tempo passou, e nada melhor que o tempo. Chegamos no mandato da presidente Dilma Rousseff com uma crise econômica que empurrou aos brasileiros o desemprego, a inflação, o arrocho salarial, entre outros. Apesar disso a ideologia petista havia sido lançada, a grupos – semelhantes a SS – atuando na internet: agridem, denigrem, mentem e jogam o nome de diversas pessoas no ostracismo da vergonha.

Nota-se que o Partido dos Trabalhadores não detém uma ideologia de esquerda ou, quiçá, de direita. Ele por si só é uma ideologia, prova disso é que quando falamos em PT vem logo a nossa cabeça: petismo. Não será surpresa que ânsia sem limites de manter-se no poder fará com que o PT no futuro seja banido, assim como foram os partidos que lançaram ideologias deles próprios no passado.