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A premissa do “se me derem”

#RSdeNovoGrande

A premissa do “se me derem”

Acreditamos que o público vem de graça. Será?

Desde que me conheço por gente (e isso ocorreu a pouco mais de 20 anos) ouvi dizerem que existem coisas que são direitos. Existem tantos direitos que não cabem nem mesmo na palma de uma mão.

Direito ao trabalho, saúde, educação, segurança, moradia, lazer, vestuário, internet (pasme!), e por aí vai.

Essa enxurrada de direitos fez com que as pessoas acabassem se tornando parasitas do estado, sugadores do recurso alheio para benefício próprio. Imaginamos que necessitamos que tudo deve ser oferecido de forma gratuita, e exigimos qualidade. Não sabemos que existe sempre alguém na ponta que pagará a conta, e este alguém sempre é nós mesmos.

Milton Friedman cunhou a frase “não existe almoço grátis” se referindo que não existe algo que não seja criado ou aprimorado por alguém onde não existe uma troca. Seja tempo ou dinheiro, sempre existirá uma troca.

No passado uma prática comum de troca foi o escambo, onde portugueses ofereciam bugigangas para os índios e estes em troca davam suas terras. Hoje trocamos dinheiro por bugigangas, mas o princípio é o mesmo.

Crer que existe um ser supremo capaz de suprir nossas necessidades fisiológicas, de segurança até o bem-estar é simples negar a premissa fundamental que alguém pagará a conta. A questão principal é que foi incutido na sociedade brasileira a ideia que pode ocorrer a gratuidade de serviços sem a contrapartida, ou seja, o dever.

 

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