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Afinal, como salvamos o Brasil?

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Afinal, como salvamos o Brasil?

Estamos em crise, não há o que negar. Mesmo que exista algum incauto ou ainda iludido no sonho apregoado nas campanhas eleitorais, a imprensa de modo geral desmistifica toda e qualquer ideia de dizer o contrário. Relatar os problemas brasileiros se tornou o esporte preferido das oposições e quiçá de alguns aliados do governo: desemprego, gastos excessivos do governo federal, máquina pública inchada, corrupção, falta de infraestrutura, e por aí vai.

Porém, são poucos os audaciosos que vislumbram neste mar de lama que nos foi imposto algumas soluções, que são simples, mas fi cam longe dos olhos da maioria dos políticos e gestores públicos. A principal solução seria o óbvio: reduzir impostos. Não é de hoje que a carga tributária brasileira beira a estratosfera. Sabemos que o brasileiro passa em média cinco meses pagando tributos, que os serviços públicos são de péssima qualidade, e que essa mesma carga aumentou nos últimos meses. Logo o poder de compra já pequeno do cidadão acaba sendo corroído aos poucos, em doses “homeopáticas”. A redução de impostos tanto defendida por empresários e até então mal interpretada por alguns trabalhadores agora ecoa em todas as classes: do metalúrgico ao médico, do empresário ao servidor público, todos falam o mesmo idioma. Para a economia girar, o consumo aumentar se faz necessária a redução da arrecadação.

Uma atitude como essa seria aplaudida por todos: oposição, situação, aliados, imprensa e principalmente o povo, que é quem mais sofre. A burocracia estatal, a regulação forçada dos meios de produção, a não flexibilização das leis trabalhistas, aliadas com a política de arrocho salarial por meio de impostos massacra a todos, sem distinção. Um governo verdadeiramente voltado aos interesses da livre iniciativa, das liberdades e do empreendedorismo teria a sensatez de primeiro cortar na carne. Pois, ora isso foi a fala de muitos membros do governo, mas até agora vimos só o cortar na carne, mas do cidadão.

De toda forma não vemos sinal de tal solução, apesar de simples. A falta de vontade, a falta de coragem e a falta de ousadia de assumir os próprios erros, não estão na cartilha de alguns governantes, muito pelo contrário. Estes acreditam em previsões marítimas tais como marolas, ondas, ressacas, enquanto isso o povo brasileiro se afoga no mar de lama, sem que essa simples bóia seja jogada.


Publicado originalmente no jornal Folha de Caxias
em 18 de Junho de 2015

 

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