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Auto-ajuda não ajuda

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Auto-ajuda não ajuda

Hoje vivemos tempos complicados: desemprego, economia em frangalhos, empresas falindo. Nesse tipo de situação que precisamos cada vez mais estarmos conectados e preocupados conosco e com nossa família.

Preocupar-se é inerente do ser humano, por isso não é de se estranhar que investimentos diminuam, que o projeto permaneça na gaveta ou que aquela viagem bacana fique para depois. Isso é normal.

Diante de adversidades como essas aparacem sempre conselheiros querendo prestar algum tipo de auxílio, seja na ideia de que viajar é necessário, ou que seu projeto deve sair da gaveta de qualquer forma.

Normalmente tais conselheiros se municiam com o que há de melhor em técnicas e escrevem livros que por si só prenunciam um guia, um manual ou bula de como atingir o sucesso.

Ora, não é de hoje que esse tipo de escrito auxilia as pessoas, mas sabe-se que a auto-ajuda nada mais é que perceber que o fundo do poço não está bem a nossa frente. Acreditar no seu próprio potencial e fundamentalmente não dar bola para a posição alheia. “Não gostou, adoça!”, diria o mais afoito.

Realmente a ajuda particular, privada, advinda de si mesmo, deve vir de dentro para fora. A mola propulsora da mudança é interna e jamais externa. Eu particularmente já li diversos livros de auto-ajuda e nenhum deles me comoveu ou convenceu.

Como exemplifica Nietzsche, a força vital do homem depende de seu potência interna, ou seja, somente alguém irá construir algo se assim o desejar. Portanto, não será um livro bem escrito (e bestseller) que irá mudar o conceito de uma pessoa.

Diversos livros são escritos com essa finalidade, e diversos autores ganham muito (muito mesmo!) dinheiro com esse tipo de literatura. Mas de nada adiantará ter uma estante cheia de manuais e guias se a força motriz para a mudança não partir de você mesmo.

 

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