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Blade Runner: ficção com toque de verdade

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Blade Runner: ficção com toque de verdade

Muitos falam a respeito de filmes de ficção científica que se parecem com os dias atuais. Diversos desses mostram aparelhos, artigos, vestuário, etc.

Porém um dos poucos filmes que mostra a realidade do ser humano por “dentro” é Blade Runner.

Para dar contexto, Blade Runner, conhecido no Brasil pelo subtítulo, “O Caçador de Andróides”, foi um filme de 1982 estrelado por Harrisson Ford e dirigido por Ridley Scott. Foi baseado na história de Phillip K. Dick, As Ovelhas São Elétricas?, no qual conta a história de um caçador de andróides aposentado.

Tem uma trilha sonora impecável, criada pela banda Vangelis. A banda criou um estilo chamado de “brain food”, que são músicas que alimentam o pensamento. Uma banda que tem o mesmo estilo é M85 que fez a trilha de Oblivion.

O filme de Scott, tinha uma plástica incrível, com cenas demoradas e contemplativas da Los Ângela em 2019. Por este motivo foi um fracasso de bilheteria. Entretanto foi um sucesso em locações, sendo um dos filmes mais locados entre 1990 e 2000.

A grande chave do filme não está na história em si, mas na forma que a representação do futuro, na época distante, foi feita. Hoje em 2016 vemos que os andróides do filme podem ser as pessoas, que presas a sua rotina diária se tornam escravas.

Além disso, existe uma confusão entre os seres humanos e os andróides no filme. Ainda não chegamos a esse ponto, porém já dispomos de situações semelhantes. Com a criação de “chat bots”, robôs de conversa, fica difícil saber quem é humano e quem não é.

Se não bastasse, existe no filme a desdém pela vontade alheia, tal qual vemos hoje. O avanço da tecnologia foi enorme e deixamos de lado os interesses nos humanos para trocar mensagens pelo smartphone. Sem o contato humano milhares circulam pelas ruas vagando, sem nem mesmo saber da existência uns dos outros. Por este motivo a confusão em saber se aquela pessoa é real ou não.

Não se fala em criminalidade, porém vemos que essa mostra a completa displicência das autoridades em solucionar os crimes. Para piorar, vemos a distância entre o público e o privado, sendo que na delegacia ainda se via ventiladores de teto, enquanto que nas ruas haviam guarda-chuvas com lâmpadas de led. Por sorte, os policiais no filme tem um carro voador, semelhante a população comum.

Pode passar desapercebido, mas existe um reforço enorme demonstrando que no futuro do filme as grandes corporações iriam dividir mais ainda. Vemos isso diariamente, sendo que os grandes conglomerados subjulgam as pessoas, levando as estas, como no filme, para outros lugares, sem pensar nas consequências.

Por fim temos a briga dos andróides com os humanos. Isso porque os andróides não queriam seu fim, ou seja, serem desligados. Sabendo que são melhores que os humanos, queriam a liberdade para escolher quando deveriam ser desativados. Seria distante comparar, mas existe uma relação quase que simbiótica com a eutanásia. Ou seja, o fim da vida cabe a qualquer um escolher.

Além disso, o filme retrata uma Los Angels moderna e ao mesmo tempo fria. Existe um colorido no filme, mas algo opaco, longínquo, que em nada lembra o colorido que vemos em um dia de sol.

Por falar em sol, é algo que não aparece em praticamente nenhum momento no filme. Uma chuva torrencial, incessante e cruel. Entretanto o calor parece quase que insuportável, mostrando que a chuva não refresca mais.

Estamos próximos de 2019 e vemos mais e mais o distanciamento, a luta por liberdade de escolha, a tecnologia exagerada, e outros aspectos retratados no filme, que agora estão diante de nossos olhos. É estranho pensar que poderemos em breve ter situações semelhantes com aquelas retratadas no longa, mas é mais aterrador pensar que poderemos estar vivendo elas agora mesmo.

 

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