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Colaborar ou voluntariar

#RSdeNovoGrande

Colaborar ou voluntariar

Muitas vezes acreditamos que é a mesma coisa, mas não é

Hoje vivemos uma era de colaboração: aplicativos reúnem informações de diversos usuários, você colabora com dados, seu vizinho fornece sua opinião. Tudo é por meio de colaborar.

Porém não lembramos exatamente o que significa colaborar. A palavra tem por sua origem “co-elaborar”, ou seja, elaborar de forma conjunta. Quando um projeto é feito entre duas pessoas, ambas estão colaborando. Quando você tem o auxílio de alguém para fazer uma janta em casa, teve a colaboração de outra pessoa.

Ao elaborar de forma conjunta, todos os envolvidos dispõem das mesmas prerrogativas do trabalho executado, dando certo ou errado. Assim, a colaboração é fruto das mãos de diversas pessoas, e todas podem receber as gratificações (ou reclamações) deste fruto.

Por vivermos em uma sociedade mais “colaborativa”, muitas vezes há uma confusão entre colaboração e voluntariado. Segundo a Parceiros Voluntários, ONG que estimula o voluntariado, diz o principal valor.

Toda pessoa é solidária e um voluntário em potencial.

Ser voluntário é ser solidário. Quando somos generosos com nosso semelhante, somos altruístas, estamos realizando algo voluntário, em outras palavras, por vontade própria.

A confusão entre um e outro fica quanto a receber pelo projeto ou trabalho realizado. Um projeto colaborativo pode auferir lucros ou render promoção, visto que é um trabalho conduzido por diversas pessoas. Não significa que um trabalho dessa natureza deva ser exclusivamente realizado de forma gratuita.

Um dos motivos que levou neste engano foi a prerrogativa da economia colaborativa. Segundo a Wikipedia, um conceito de economia colaborativa é

Uma nova prática comercial que possibilita o acesso a bens e serviços sem que haja necessariamente aquisição de um produto ou troca monetária entre as partes envolvidas neste processo. Compartilhar, emprestar, alugar e trocar substituem o verbo comprar no consumo colaborativo.

Neste contexto vemos que na economia colaborativa não ocorrem trocas monetárias (dinheiro), mas sim troca de bens e serviços. Você tem uma vaca que produz leite e quer um sofá. Troca o leite pelo sofá. Simples.

Aí que está o pulo do gato. O fato de não haver dinheiro envolvido não determina que o processo seja altruísta, pois reflete a lei do ganha-ganha, vide o exemplo acima: um ganhou o sofá, o outro o leite.

Mesmo sabendo que ocorrem trocas na base do ganha-ganha, alguns adeptos da teoria socialista determinaram que as trocas para serem “genuínas” devem ser realizadas por meio de doação. Usando o exemplo anterior você tem uma vaca que produz leite, dá o leite porque seu vizinho precisa.

Por isso, ao colaborar em projeto não esqueça que se pode cobrar por este, e até promover-se com este. Caso contrário, se não quer que ninguém se promova avise antes: “é altruísta nosso projeto”.

 

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