Como o liberalismo chega ao povo

porJeronimo Molina

Como o liberalismo chega ao povo

Normalmente quando falamos em povo lembramos da grande massa que vive nas
periferias das cidades. Essa “massa” durante anos foi usada como força militante de
políticas não liberais, que apregoavam um paternalismo estatal avassalador.

Tomados pela conjuntura econômica dominante até o início dos anos 2000, os excluídos pelas “elites” ficavam a margem das políticas públicas, fazendo preponderar a tese popular que o estado era comandado por pessoas inescrupulosas, somente preocupadas com seu ganho pessoal, sendo as pessoas mais humildes exploradas, vilipendiadas, e tendo seu suor diário sendo tomado pelo grande “capitalismo”.

Se nota que o viés ideológico que era predominante no imaginário popular era oriundo da esquerda socialista, que através dos anos adotou para si os conceitos genéricos de humildade, bondade e ética, agregando a si próprios uma aura de “salvadores dos oprimidos” do Brasil. Ainda hoje vemos isso ocorrer nas favelas e guetos das periferias, onde existe a crença comum de que há um inimigo a ser derrotado a todo pano que é o “grande capital”.

Com isso os conceitos libertários ficam distantes do imaginário popular, a começar pela difícil compreensão para o cidadão comum e pela estigma que carrega de ser um viés de sofrimento para a população mais pobre.

Esse ideário, sendo a grande maioria oriundo de escolas econômicas, fogem do dia a dia da população que se resume ao trabalho, casa, filhos, família e estudos. Tratar de livre mercado ou liberdades individuais sem uma base conceitual de mundo ampla se torna uma tarefa árdua e complexa.

De toda forma, os conceitos de Mises, Rothbard, Rand e outros podem ser explicados de forma simples, se alinhados com aquilo que se vive o cidadão comum, traduzindo para o cotidiano popular, propostas libertárias.

Um exemplo a ser citado é quando tratamos do tamanho do estado: para um cidadão comum ao falar que somos contrários a um estado paternalista que proporcione a população tudo de forma gratuita teremos como tendência natural a reação de desprezo por nossa ideia ou teoria. Porém quando falamos que o estado gigante torna o processo lento, burocrático e faz com que o cidadão não obtenha recursos (estradas, escolas, hospitais etc) em menor tempo e com menor custo é algo mais próximo a realidade da população.

Sendo assim, os ideais libertários podem e devem atingir as camadas mais próximas da base da sociedade, com um discurso simples e audacioso poderá – no médio prazo – reverter a tendência natural que tem estes estratos da sociedade, construindo uma sociedade mais livre, com menor participação estatal e mais justiça social.

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