Dinheiro serve para…

porJeronimo Molina

Dinheiro serve para…

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Há alguns anos atrás o uso do dinheiro revolucionou a forma como trocávamos bens. Antes da criação de moedas cunhadas em metal, diversas forma de obter poder de compra foram usadas: sal, conchas, vidro, etc. 

Isso deu a possibilidade do estabelecimento das relações comerciais e a infinidade de posições dentro da cadeia produtiva, gerou trabalho e riqueza. 

Os tempos mudaram a forma como negociamos ficou mais moderna, digamos. Agora não precisamos de um objeto físico para pagar uma conta, comprar, investir; basta que tenhamos um certo valor em uma conta corrente ou cartão de crédito (que pode ser também virtual) para que possamos gastar. 

Essa revolução demarca um novo nível de relação de consumo, onde não será preciso mais o aspecto físico do dinheiro para realizar uma transação comercial. 

Mas é bom saber que o aspecto físico do valor que está em sua conta tem ganhos intrínsecos. Ao contrário do valor virtual, que tem dono, a cédula não tem dono, é um recibo ao portador. Tal qual um cheque sem estar nominado a ninguém, a propensão que o dinheiro físico dá é incalculável. 

Por este motivo é notório que tem possibilita ao comerciante este poder tenha alguma vantagem sobre outro cliente. Não porque o comerciante é ganancioso, mas porque evita o mesmo pagar taxas para obter o valor virtualmente, além do poder de portabilidade da cédula. 

Não pensando no comerciante, no livre mercado, no poder de compra da população e em milhões de brasileiros que não detém sequer cartão magnético – e notoriamente são parte da classe mais pobre – o STF decidiu que não poderá ser dado mais desconto para compras pagas com dinheiro vivo. 

Na base do “canetaço”, os ministros do Supremo, retiraram o poder de compra intrínseco do dinheiro vivo, deixando triplamente empobrecida e nossa cambaleante economia. Triplamente porque perderemos três vezes, primeiro com o vendedor não irá querer receber em dinheiro vivo, creditando assim o controle por parte dos órgãos estatais da origem dos recursos; segundo com o comprador, que irá evitar ao máximo circular com dinheiro em espécie, contribuindo para a diminuição da “economia informal” (incluindo nesta tal economia o tão famigerado mercado cinza, salvador da pátria nesses tempos de vacas magras); e por fim do pobre, que por força do destino tinha um poder de compra superior, exatamente por ser pobre e não ter conta bancária (ou cartão magnético, como queira). 

Em resumo: mais uma vez o Estado comete sandices, tais loucuras que somente por essas terras acontecem. Por favor, me emprestem uma corda, porque louco tem que ficar atado!

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