E a educação em Caxias?

porJeronimo Molina

E a educação em Caxias?

Muito se fala em educação no Brasil, agora pouco se faz esbarrando na premissa de que faltam recursos.

Em uma rápida análise sobre os recursos para a educação em Caxias, verifiquei que no município são destinados em torno de R$ 400 milhões de reais (até o presente momento) para custeio (entre folha de pagamento, manutenção das escolas e merenda escolar).

Sabendo o valor gasto com folha de pagamento (em média R$ 44 milhões) significa que somente 11% são destinados aos profissionais da educação, entre professores, secretários de escola e diretores.

Ora, se o problema não é recursos, e estes estão sendo bem aplicados, qual seria o problema?

A questão fica mais a nível pedagógico, no qual os professores ficam atrelados a um currículo definido pelo Ministério da Educação. Este currículo, aliado a Lei de Diretrizes e Bases faz com que o conhecimento se esvaia e se permita a frequente progressão.

Porém a prática não é exclusividade de Caxias, se estende por todo o país, onde professores – diferente daqui – trabalham em condições precárias e ainda tem que “se virar” com a política do governo federal de enganar as massas.

Ainda se não bastasse, a teoria adotada pelo MEC, baseada em Paulo Freire e sua Pedagogia do Oprimido, empurra para longe mentes brilhantes, pois acaba nivelando todos a um mesmo patamar: a mediocridade.

Uma reforma na educação caxiense não está atrelada a mais recursos, mas sim uma quebra de paradigmas, onde o educador volte a lecionar com liberdade, possa criar alternativas pedagógicas, utilizar métodos modernos de ensinar, e não ficar preso a um modelo arcaico e refutado por todo o mundo.

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