Educar para libertar

porJeronimo Molina

Educar para libertar

Todos sabemos, e não de hoje, que a educação transforma uma sociedade. Isso acontece não somente porque a educação é sinônimo de alfabetização, mas sim porque a partir dela se contrói os valores de uma sociedade inteira. Exemplo disso é quando o estado tem por finalidade tornar sua população cativa, ele se utiliza da educação, porque a mesma enraíza valores que serão seguidos por décadas.

Para verificar isso não precisamos ir muito longe, aqui no Brasil vivemos por diversos momentos da história um sistema educacional voltado para os interesses de um regime. Um elemento que poucos conhecem o motivo é a propagação do quadro-negro ser – na grande maioria das escolas – da cor verde, símbolo da bandeira e do Exército, tornando mais familiar para os estudantes a presença militar no Regime Militar que ocorreu no país de 1964 até 1985.

Se por sorte a influência estatal na educação terminasse nas questões de infraestrutura, mas isso não ocorre. Existe influência estatal em todos níveis da educação, desde a educação básica até o Ensino Superior. Essa influência determina normas curriculares, aspectos pedagógicos, até mesmo fornecendo aos professores livros didáticos engessados em somente uma matriz ideológica.

Não surpreende saber que o estado gigante tem por objeto de existência crescer cada vez mais e por si só coibir quaisquer liberdades que o cidadão possa ter. Nada mais útil que tornar o cidadão preparado a se tornar subserviente ao ente estatal, desde tenra idade, para não precisar coagido no futuro de maneira violenta.

Porém, a educação transforma uma sociedade, e uma educação livre mais ainda. Existem diversos métodos pedagógicos livres, que denotam a preocupação do indivíduo para o coletivo, indo contrário aquilo que o estado gigante preconiza. Tais métodos fornecem uma percepção diferente de mundo, onde o estudante – independente de nível – é o ator de transformação de toda uma sociedade, partindo da visão micro para o macro.

Esta estratégia de educação liberal, focada no indivíduo, estimulando a livre iniciativa desde tenra idade faz com que o jovem adulto, se torne ator da sociedade, trabalhando em prol do livre mercado.

A coerção educacional, baseada em parâmetros construtivistas e no modelo tradicional autoritário, deve ser substituída por um modelo holocrático, no qual o fluxo do conhecimento vai do professor ao aluno e retorna ao professor proviniente do aluno, retroalimentando o processo do educar.

O estímulo da liberdade do pensar, evitando a coerção faz com que a sociedade seja fortalecida e transformada em um local mais solidário, visto que o conhecimento não estará preso sob uma única fonte ou ótica, mas será plural, desenvolvido para enaltecer de forma primaz o indivíduo como forma principal de transformação de toda uma socidade.

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