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Estado: quero meu smartphone!

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Estado: quero meu smartphone!

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Meu smartphone queimou. Sim, mas o que você tem haver com isso? Nada. Mas o Estado tem. 

Ao queimar meu smartphone que comprei há menos de um ano atrás fui em busca de seu conserto, que para meu espanto era irreparável. Depois de algumas lágrimas (contidas, lógico) e desprezo (momentâneo, tal qual um raio) pela tecnologia, comecei a procurar por um novo celular. 

As notícias não eram nada animadoras para mim: com pouco dinheiro no bolso precisava um smartphone que atendesse minhas necessidades de social midia e ainda assim me propiciasse momentos de lazer, como um vídeo no YouTube ou a série House of Card no Netflix. 

Para meu espanto as configurações de meu celular queimado eram satisfatórias, porém incompatíveis para meu orçamento. Assim comecei procurando um aparelho mais barato. 

Depois de muita pesquisa não localizei nenhum celular que atendesse minhas expectativas e fosse realmente com um preço razoável, ficando com um aparelho com menor capacidade e pior, emprestado. 

Me coloquei a refletir sobre esse fato – que não tem nada de cômico, ao menos para mim – sobre o preço dos smartphones. Observei que no ano de 2014, quando adquiri meu aparelho antigo, os preços dos aparelhos intermediários ficavam em torno de R$ 350 à R$ 500 reais. 

Minha necessidade básica era por um aparelho intermediário e fui em busca de um com base nesse valor de mercado “até R$ 500 reais”, pensava. Para minha surpresa, os aparelhos considerados de entrada, com configurações mais modestas, estavam com o preço de R$ 450 à R$ 600 reais.

Explicações pipocavam em minha cabeça, e a primeira logicamente foi a inflação. Sabemos que inflação para o ano de 2015 fechou em 10,67%, atingindo em cheio todos os produtos. 

Para piorar o câmbio tornou os componentes dos smartphones mais caros, ou seja, agora se torna mais caro importar peças dos aparelhos e montar eles no Brasil. Um exemplo foi o preço anunciado do novo iPhone 6S que em algumas lojas beira a marca de R$ 4 mil reais. 

Por fim a paulada final foi anunciada em dezembro de 2015 com o fim da isenção de PIS e Confins sobre os produtos de informática, logo os smartphones e celulares. 

Com base nesses dados, minha simples compra de um smartphone, que custaria em dólares US$ 349,00, quase triplica seu valor graças ao câmbio, impostos e inflação. 

Será que o Estado tem ou não haver com meu smartphone?

 

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