Já existem falsos “profetas”?

porJeronimo Molina

Já existem falsos “profetas”?

Os líderes políticos que faltam a política brasileira

Segundo os preceitos da Administração o líder é aquele que cativa seus pares com alguma habilidade especial. Seja a inteligência ou a habilidade de negociar, tais homens e mulheres que atingem posição de destaque adquirem por meio de esforço, dedicação e tempo.

Entretanto na política isso é bem o contrário. Durante anos supostos líderes surgiam devido a sua capacidade de conquistar pessoas. Tais pessoas seguiam as ordens destes líderes por medo, opressão ou coação. Não existia espaço para debate, conversas, somente espaço para obediência cega.

Com a criação de alguns partidos de esquerda a velha política em tese foi mudando, porém por pouco tempo. O poder adquirido por alguns tomou a estrutura destes partidos e caciques foram criados. A sede foi tão grande que acabaram em corrupção, totalitarismo e autoritarismo. Foi criada quase uma casta “santa” para proteger os pseudo líderes da “antítese” humana que lhe era conferida a cada denúncia de roubo.

Nós últimos tempos com o esvaziamento das esquerdas ocorreu um vácuo em lideranças. Esse vácuo se tornou um profícuo espaço para todo e qualquer tipo de líder, fosse ele carismático e com certa dose de “loucura” estaria excelente para a plateia brasileira.

Não é de hoje que o Brasil carece de líderes políticos de fato, mas nos últimos tempos diversos “filósofos”, ditadores disfarçados, anarquistas de YouTube, surgiram arregimentando milhares de pessoas para suas ideias.

Infelizmente a história não é gentil com tempos assim, pois a ausência de líderes de verdade abre pretenso espaço para os megalômanos e populistas, nos fazendo cair no mesmo engodo que a Alemanha caiu em 1932.

O cenário brasileiro não é tão diferente daqueles tristes tempos, levando a crer que a proliferação de líderes de mentira é o início do pior.

Há quem goste, mas o deputado federal Jair Bolsonaro é um líder perigoso ao país, não por sua conduta pessoal (em tese ilibada), mas por sua conduta política enaltecendo torturadores. De toda forma representa em média 20% do eleitorado, algo expressivo.

Ainda assim existem diversos líderes políticos de internet, onde anunciam grandes tratados filosóficos sem nem mesmo sair de casa para pegar o jornal. Estes levam consigo outros tantos, porém sem a régua de órgãos políticos formais agridem a manipulam na mesma internet.

Sem contar que os políticos antigos e suas artimanhas de captar pessoas continuam a solta, sempre esperando para dar outro bote.

Infelizmente líderes como Carlos Lacerda, Rodrigo Campos, Juscelino Kubitschek, Ulisses Guimarães, entre outros de mesma estirpe não estejam vivos. Estes tinham uma forma nobre de conquistar as pessoas: humildade.

O verdadeiro líder político é humilde. Não me refiro a humildade subalterna , mas a humildade de saber ouvir, reconhecer que errou, aprender com as lições que a vida dá.

Nesses tempos nebulosos a humildade é item raro. Conceder então quase não existe nas prateleiras da política.

Há sim a necessidade urgente de organizar a vida das pessoas no caos, mas somente um líder pode fazer isso. Mas este está bem em falta.

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