Justiça social é igualdade?

porJeronimo Molina

Justiça social é igualdade?

Quando o termo é usado de maneira indevida

Muito se fala em justiça social, mas poucos sabem de fato o que ela significa.

Justiça social não tem como objetivo criar uma atmosfera de igualdade entre todos, ou seja, que sejam iguais uns aos outros. Ser justo é propiciar as ferramentas necessárias para que todos possam escolher seu próprio destino.

Quando alguns defendem com unhas e dentes a justiça social igualitária ao mesmo tempo que determinam a ascensão do mais fraco, sobrepujam o mais forte, criando uma casta de protegidos e outra de relegados a própria sorte.

Para tal, a justiça social deve vir como um moderador, não como um objeto final. Assim como o fiel da balança, equilibrar as possibilidades de ascensão dos fracos perante aos fortes, porém sem nunca puxar pela mão como um pai e nem mesmo arroxar como um ditador.

Diversas experiências de justiça social foram criadas no Brasil nos últimos anos. Algumas até com boas intenções, mas distantes da realidade. A principal delas foi o Bolsa Família.

Programa do governo Lula, sendo a unificação de diversos programas sociais do governo FHC, o Bolsa Família tinha por objetivo erradicar a pobreza por meio da transferência de renda. Em outras palavras tirava de uns para dar aos outros.

A premissa de Robin Hood do programa tornou ele como símbolo dos governos petistas. Algo que ninguém notou é que o Bolsa Família tirava das classes sociais logo acima daquelas beneficiadas, elevando a classe logo abaixo para a classe média baixa e empurrando para baixo a classe média média.

Isso não propicia ao usuário do “benefício” a saída do programa, tornando ele dependente do mesmo. A falta de uma fórmula de escape tornou o Bolsa Família na melhor forma de ganhar dinheiro sem trabalhar.

De toda forma soluções simples de justiça social poderiam ser implementadas como a prerrogativa básica de uso, ou seja, somente haveria gratuidade de determinado serviço enquanto o usuário não tivesse renda ou baixa renda. A medição poderia ser executada pelo salário do usuário.

Outra maneira seria a adoção de vales. Estes vales seriam distribuídos de uma escala de 100℅ de gratuidade até 0℅, atrelados a geração de renda do cidadão, sendo assim mais iguais.

A premissa de criar igualdade sem a preocupação com as individualidades de cada um não é justiça social, é coagir muitos a serem subjugados por poucos privilegiados.

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