Livre para escolher

porJeronimo Molina

Livre para escolher

“Quero me ver livre de você!” – essa normalmente é a frase que se desenrola em uma discussão de casal. Acreditamos que estar livre significa não dar explicações, chegar e sair a qualquer hora, não ter compromissos, ficar a mercê da própria vontade. De todo modo não estamos errados. Todos somos dotados do livre-arbítrio.

O livre-arbítrio é a vontade de fazer o que quiser, desde que arque com as consequências do ato realizado. Assim você pode até matar alguém, mas será preso e julgado pelo crime que cometeu.

Esta liberdade plena é buscada constantemente por todos nós, independente da idade, classe social, gênero ou profissão. Não é o descompromisso, mas a necessidade de nos tornarmos senhores de nosso próprio destino, e arcar com as decisões tomadas.

A opressão do trabalho, da família, dos amigos, da sociedade em geral, nos torna reféns na tomada de decisões, muitas vezes avaliando nossas decisões sob a perspectiva da consequência alheia e não nossa própria vontade. Se analisarmos friamente quem gosta de trabalhar? Ninguém, lógico. De modo genérico isso já a cerceação da liberdade de escolha em trabalhar ou não. Seguir as tendências naturais da sociedade, como um “povo gado” é o início para nos prendermos a rótulos e com isso limitarmos nossas vontades de escolha.

Milton Friedman (1912 – 2006), economista, estatístico, escritor e prêmio Nobel em Ciências Econômicas em 1976 foi um defensor extremo da liberdade, logicamente principalmente econômica. Para ele a liberdade é a capacidade do indivíduo ser ele próprio, realizando suas próprias escolhas, não interferindo nas escolhas dos outros indivíduos. Em uma série de TV norte-americana da década de 1980, apresentada pelo próprio economista, ele descreve que a liberdade de escolha depende de cada um, não podendo ser cerceada por ninguém. Ao momento que não podemos optar sob nossas escolhas estamos sendo automaticamente cerceados de nosso direito fundamental, de sermos livres.

Em um relacionamento ambos devem se sentir livres, principalmente para escolherem entre ficarem juntos ou não. Quando uma parte do casal acaba cerceando a liberdade de escolha do outro, haverá sempre um oprimido, e a tendência natural diante da opressão é a revolta. O resultado dessa revolta são discussões, brigas, culminando em uma separação traumática para ambos. Por este motivo muitos casais depois da separação acabam distanciados. Ocorre que além das mágoas, rancores e dores, há ainda aquilo que ocorreu durante o relacionamento: falta de liberdade.

Quando estamos em um relacionamento com liberdade poderemos nos expressar e sermos nós mesmos, indiferente da opinião alheia, e assim teremos um relacionamento saudável e suave. Não que não existirão discussões, mas com certeza terão como frase principal: “Quero ter um pouco mais você!”.

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