Manicure e o livre mercado

porJeronimo Molina

Manicure e o livre mercado

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Minha esposa – assim como qualquer mulher – adora pintar as unhas. Mas a vontade nem sempre acompanha a prática, nesse caso usa os serviços de uma manicure. 

Tal profissão é muito difundida em todo mundo, diga-se o setor de maquiagem (o qual tal profissão faz parte) cresce a cada dia. Por isso, nem mesmo nas piores crises, as mulheres deixam de cuidar da sua aparência, quem dirá das unhas. 

Dias atrás, quando incorreu a necessidade, minha mulher resolver buscar tal profissional. Já cliente fiel a esta lhe enviou uma mensagem por WhatsApp com finalidade de agendar um horário e o preço pelo serviço. 

Trocadas algumas mensagens acertaram data, hora e local, assim como o valor a ser cobrado, de forma simples e rápida. Não houveram guias a serem preenchidas, notas fiscais a serem emitidas, impostos a serem pagos. Nada. Só o serviço. 

Hoje no Brasil algumas profissões necessitam registro em conselho; tal registro implica em pagamento de taxas. Mesmo que a pessoa escolha algo que não tenha registro em conselho, talvez deseja ser empresário, comerciante ou fazendeiro; terá que pagar impostos, submeter-se as diversas leis que regulamentam o mercado, trabalhar em média 2600 horas para preenchimento de guias e quem sabe no final disso sobre tempo e lucro. 

O livre mercado é tal qual a manicure: não necessita de guias, notas e leis. Basta haver demanda ou necessidade que estará tal senhora disposta a fazer o serviço. Se não houver aquela haverão outras tantas. 

Precisamos de mais manicures e menos leis. Precisamos de menos estado e mais mercado. 

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Jeronimo Molina administrator

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