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Nossa bancarrota

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Nossa bancarrota

Ontem participamos e vivenciamos os maiores protestos de rua que ocorreram no país. Não há como negar que estes protestos e manifestações marcaram história de norte a sul. Os motivos foram somente três: fora Dilma, fora Lula, fora PT.

Ao todo acabaram indo para as ruas em torno de 6 milhões de pessoas demonstrando o descontentamento da grande maioria da população com este governo que está aí.

O que ninguém notou é que nossa sociedade foi transformada. Durante estes quase 14 anos de petismo a sociedade brasileira passou por uma transformação profunda, onde paradigmas foram quebrados, mas onde estruturas de convívio foram perdidas.

Um dos aspectos fundamentais da mudança na sociedade foi a ascensão de Lula ao poder em 2002: se abriu a prerrogativa que o estudo acadêmico, antes necessário para crescer na vida, era dispensável. Bastava falar para as massas, conduzir um grupo como gado e pronto, logo estaria no topo da hierarquia. O esforço, o mérito, a dedicação, foram deixados de lado, a ponto da qualificação ser motivo de piada ou chacota. Ter educação hoje é motivo de ser “manipulado”.

Com o PT no poder houve a ruptura daquilo que é sensato do insano, adentrando para dentro de universidades e escolas qualquer medida pedagógica onde o professor fosse relegado a um mero arlequim, no meio de alunos sem preocupação posterior. Ocorreu a perturbação da meritocracia, onde o assistencialismo estatal deu assas a política do menor esforço.

A estrutura básica de uma núcleo familiar, não me referindo a composição de gênero, mas de papéis, deu espaço para devaneios estruturais, em uma democracia familiar de faz de conta, estimulada pelo estado petista, fazendo com que a célula básica da sociedade tornar-se meramente optativa, invertendo a hierarquia familiar e por si só a relação de autoridade de toda a nação.

A premissa básica de liberdade deu espaço para a libertinagem, ou seja, para a liberdade sem responsabilidade das consequências, com isso tornou a criança vítima de si mesmo e de seus pais, o adolescente vítima do sistema, o adulto vítima do estado e o idoso vítima da própria condição. Geramos a sociedade mimimi onde o que mais reclama leva, mimados pela vitimização autoimposta.

Tempos atrás, houveram alguns que disseram que estes tempos de agrura estariam por vir, quiçá fora chamado de louco, até mesmo de insano.

Agora estamos nós novamente gritando por soluções advindas daqueles que inverteram a ordem básica da sociedade: obterás retorno com teu esforço. Estes que lá estão e pedimos para que saiam do poder deixaram um legado dolorido para trás, marcas profundas em uma sociedade que levarão anos para serem reconstruídas.

Por sorte a bancarrota da nação nos fez acordar, e poderemos de fato, sermos libertos, antes que tarde.

 

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