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O espelho negro

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O espelho negro

Por diversas vezes vemos o futuro bom bons olhos: tecnologia, facilidade, cultura acessível, etc. Deixamos de lado sempre a premissa que entre tudo isso existem nós, que somos humanos, falhos e cheio de defeitos.

Quando nos vemos refletidos por um espelho, podemos visualizar aquilo que não gostaríamos de ver. E não estamos falando aqui das fotos selfie postadas nas redes sociais. Estamos falando da nossa verdadeira face, aquela que está escondida dentro de nós, mas pode ser refletida através de um espelho quebrado.

Este é o pano de fundo da série Black Mirror que está disponível no Netflix em três temporadas. Ela utiliza o conceito de histórias curtas, ou seja, short films, onde um episódio tem início, meio e fim. Isso traz dinamismo a série, deixando no ar uma sensação de continuidade.

No entanto, apesar de serem histórias diversas, elas se passam em um futuro próximo, dando a impressão de se passar cinco, dez, quinze e até vinte anos a frente de nosso tempo. Discorre sobre temas espinhosos como a superexposição, a preocupação com a opinião alheia, as lembranças doloridas, o desapego as lembranças passadas, a vaidade, a necessidade de aceitação, entre outros.

Os episódios transmitem a ideia de que o futuro não será assim tão belo e brilhante como imaginamos, pois nossas falhas estarão lá expostas. São essas falhas que são descortinadas de uma maneira sutil, sempre com a alta tecnologia permeando tudo.

Se considerarmos os avisos de Elon Musk e John McAfee sobre privacidade e inteligência artificial, Black Mirror, nos leva a crer que o futuro poderá ser mais fácil, rápido e criativo. Porém não será nada colorido. Os defeitos humanos ficarão expostos, nossa privacidade será pública, sendo assim nossa imagem refletida através de um espelho quebrado. Infelizmente somos seres egoístas, mesquinhos, tristes e solitários (mesmo quando rodeados). Esses aspectos da vida humana são descortinados na série.

Ainda não assisti todos os episódios, mas dos quatro que já assisti digo que aprendi muito sobre aquilo que nós todos podemos fazer.


Originally published at Jeronimo Molina.

 

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