O grande medo da velha política

porJeronimo Molina

O grande medo da velha política

O pesadelo dos grandes caciques é que novos ingressem na política

Todos temos um tipo de medo: altura, barata, cachorro, palhaço, por aí vai. Não seria estranho que o político profissional, aquele que tornou seu cargo profissão não tivesse medo também. O medo está onde ninguém mais pensaria, mas nos jovens.

Durante anos (digo com experiência de causa) os jovens, mencionando aqueles entre 16 e 35 anos não se interessavam por política. Falar do assunto era o mesmo que espantar pombas com um tiro, saiam correndo.

O pensamento do jovem era simplesmente consigo próprio, e para piorar somente consigo. A pujança econômica levou ao individualismo juvenil. O céu estava de brigadeiro, algo que não incentivava o jovem a procurar sobre política.

Porém, depois de muitos anos o jovem acordou, não porque queria, mas porque foi preciso. E graças a velha política.

A política de coligações heterodoxas, fez com que o jovem se sentisse desamparado. Esse desamparado resultou nos protestos de 2013, no qual R$ 0,20 demonstrou ao Brasil que ninguém estava interessado no Povo.

Os jovens se mobilizaram, criando assim os dois maiores movimentos de rua que o país já teve: Vem Pra Rua e MBL, sendo que o segundo detém em torno de 1 milhão de membros.

Os jovens vem com uma pauta delineada, liberal e coerente. Não aceitam negociações com qualquer um, são vigorosos, e tem aquilo que a velha política não tem: vigor.

A velha política continua a mesma: usa do “toma lá da cá” como forma de conseguir benesses de governos. A nova política é convicta de seus valores e não os negocia.

O medo da velha política é que seja enterrada para sempre, restando a ética e a coragem do jovem.

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