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O papel de servir

#RSdeNovoGrande

O papel de servir

Outro dia foi indagado a respeito do que pensava sobre o serviço público. Por diversas vezes me manifestei a respeito deste tema tão controverso, e normalmente todas as minha inserções tiveram uma repercussão com diversos comentários. 

Não posso jamais crer na premissa utópica – que creio – por ser libertário: a completa minimização do Estado e sua ausência praticamente extinta. Por ser utopia ficará relegado tal sonho no campo das ideias. 

Coloco aqui experimentos que tive ao longo dos anos em contato com a iniciativa pública, seja como usuário, seja como funcionário (sim, já trabalhei na iniciativa pública). 

Minha observação singela denota que o aspecto fundamental que falta ao servidor público é a compreensão da amplitude de onde são oriundos os recursos para o pagamento de seu provento. É ingênuo crer que o servidor público gera riqueza. Ele não gera riqueza. Seu provento é advindo do pagamento de impostos por toda a sociedade. Porém é um “mal” necessário, visto que esta pessoa ao prestar concurso público e estar trabalhando, merece receber por isso. 

Agora existe a crença no serviço público que o servidor é um ser humano mais capacitado que a grande maioria por ter prestado uma prova e estudado para tal fim. Ora, não podemos crer que uma pessoa será um bom funcionário simplesmente porque estudou, independente da quantidade ou qualidade deste estudo. O funcionário será bom ou excelente quando executar tarefas com zelo, presteza e principalmente eficácia, no qual esta último nem mesmo está relacionado nos deveres do servidor público. 

Por fim o serviço público carece da permeabilidade de mudanças, fica amarrado a códigos e condutas descritos em lei, sendo tais leis alteradas somente quando o legislador bem entende. Assim, qualquer possibilidade de mudança (que normalmente gera o caos) se torna impossível, pois o servidor público crê no conceito pétrio de tais códigos e condutas. 

De toda forma há a necessidade primaz de realizar uma reforma no serviço público, iniciando pela forma de ingresso que não avalia as competências do servidor e sim sua capacidade de armazenamento de informações; passando pelo fim da estabilidade e culminando com uma mudança na cultura organizacional do serviço público, elevando ao caráter de cliente e não mais de “usuário” o cidadão, pois, no frigir dos ovos o servidor público deve antes de tudo servir à população tal qual um garçom à seus clientes. 

 

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