O secretário de Segurança do RS e sua piada pronta

porJeronimo Molina

O secretário de Segurança do RS e sua piada pronta

Acreditamos que tenha sido de maneira equivocada, mas o secretário de Segurança do RS, César Schirmer disse em entrevista ao Diário de Santa Maria que

“ou eles entram para o jogo e colocam segurança 24 horas, ou então nós vamos ter de proibir caixa eletrônico. É muito cômodo para o banco colocar o dinheiro ali, disponível no caixa”.

O aviso foi aos bancos que na visão do secretário lucram em demasia e em nada fazem para a segurança da população em seu entorno.

Partindo deste pressuposto o ex-prefeito de Santa Maria credita a responsabilidade da segurança pública a entes privados, na premissa que bancos — tal qual empresas — devem realizar sua própria segurança ou ficar a mercê da criminalidade.

É prática comum nos secretários de Segurança do RS empurrar para o contribuinte a responsabilidade de sua própria segurança. O ex-secretário anterior a Schirmer sugeriu que a população andasse armada ou ficaria exposta a criminalidade. Se não bastasse o governador José Ivo Sartori (PMDB) disse em entrevista que estava alegre pela redução nos casos de homicídio, não lembrando dos aumento dos casos de latrocínio (roubo seguido de morte).

Deixar a população a própria sorte ou creditar a terceiros papel fundamental do estado é a demonstração que nada mais resta a fazer, somente lamentar. Por entre linhas deixa claro a população que estamos esta ficará em pouco tempo a própria sorte, tal qual uma terra sem lei.

Pensando dessa forma por que há então um governador ocupando espaço no Palácio Piratini? Se a população deve “se virar” a se defender da criminalidade, ir atrás de remédios por conta própria, se educar por conta e risco, e quem sabe até mesmo criar milícias para defender seu patrimônio.

Existe uma ineficácia do governo Sartori em lidar com problemas, empurrando com a barriga situações como o salário parcelado dos servidores públicos, um banco estatal que está praticamente sem recursos, extinguindo fundações e com isso empurrando para o desemprego mais de mil pessoas.

Se o estado do Rio Grande do Sul está a beira de um colapso graças ao antigo governador, não havia tido tempo suficiente para organizar a casa em dois anos? Haveria ter sido pego com as “calças curtas”. Seria ingenuidade pensar que não sabia das condições calamitosas que se encontrava o RS, entretanto aceitou o desafio creditando a solução a mágica de reduzir os juros da dívida com a União, algo que somente veio agora no final de 2016.

No próximo ano começam as articulações para os próximos candidatos ao governo do estado, e esperamos sinceramente que sejam breves, até mesmo porque, quando vemos que o governante não mais governa, precisamos ainda dele?

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