Os conservadores e o Bolsonaro

porJeronimo Molina

Os conservadores e o Bolsonaro

Dia sim, dia não, vemos diversas pessoas defendendo a família Bolsonaro. Não é somente o deputado federal Jair Bolsonaro, mas toda sua família que está espalhada pela política. Independente do que falem, apoiem ou digam, estes estão — na visão de seus apoiadores — imaculados tanto quanto santos. Porém não é bem assim.

Depois da coautoria em projeto de lei para tornar o salário de vereadores na cidade do Rio de Janeiro vitalício, Carlos Bolsonaro (PSC/RJ), minimizou sua participação. No entanto, mesmo indo na contramão da economia dos gastos públicos, o vereador carioca, disse que era somente coautor, mas poderia não concordar com o texto. Por sorte este não foi aprovado devido a pressão popular em torno do tema.

Agora, essa não é a única manifestação de integrante da família em temas que são um alento de salvação para a população, principalmente mais pobre. Em vídeo postado no YouTube, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ) se diz contra o limite de gastos proposto pelo governo de Michel Temer (PMDB). Um dos motivos seria o “congelamento do salário dos servidores”. Depois de pressão popular o deputado mudou sua opinião e votou a favor a emenda, algo que deixou boa parte de seus apoiadores revoltados.

Em outro tema ainda, Jair Bolsonaro demonstra claro reforço a Petrobras como patrimônio nacional, algo que não poderia ser vendido. De acordo com o site do Instituto Mercado Popular — que realizou uma extensa pesquisa sobre Jair Bolsonaro — o deputado se manifestou a favor de um “governo autoritário”. Sem contar suas inúmeras manifestações dizendo que era contra as minorias gays, negros e outros.

Essa visão de mundo do deputado, e por consequência de seus filhos na política, mostra que estes defendem uma postura radical, voltado ao nacionalismo. Infelizmente o Brasil já passou por um período nacionalista, foi durante o governo de Getúlio Vargas e o Estado Novo.

Aclamado pela esquerda trabalhista, Vargas criou mecanismos onde a presença estatal estaria no cotidiano da população. Essa presença permanece arraigada em nosso dia a dia e nem mais percebemos. Estamos umbicalmente ligados ao governo, seja ele qual for. Se não bastasse, o nacionalismo de Vargas, foi ditatorial, perseguiu opositores, fechou partidos políticos, criando inclusive uma agência de propaganda muito semelhante do ministério da propaganda de Hitler.

Bolsonaro tem o mesmo viés, distante diversos quilômetros do conservadorismo convencional, mostra ao Povo brasileiro uma luz que não existe. E mesmo nem tudo que fulgura sendo ouro, abarca diversos em seu discurso de totalitarismo. Frases como “bandido bom é bandido morto” ou exaltação de torturadores e comandantes de massacres mostra atinge o âmago das pessoas de bem: o medo.

A insegurança — física ou institucional — que a população sente faz com que líderes messiânicos surjam de tempos em tempos. Alguém que possa ser capaz de eliminar o mal pela raiz e extirpar para bem longe. Porém sabemos que isso não existe. Crimes continuarão a ocorrer, pessoas continuarão perdendo o emprego, e morte ainda existirão. No entanto o que podemos realizar é minimizar tais problemas, deixando estes de se tornarem cotidianos para se tornarem incomuns, até serem quase obra de ficção.

Acreditar na ideia que haverá alguém capaz de abdicar seus anseios pessoais para solucionar os problemas do Brasil com uma canetada pode levar nosso país ao caos, ou pior uma ditadura. Nesse último caso os apoiadores de Bolsonaro não pensam que seus comentários ou publicações efusivas na defesa do pretenso candidato a presidente da República poderão se tornar o maior algoz.

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