Os sistemas livres e a liberdade

porJeronimo Molina

Os sistemas livres e a liberdade

Usando Ubuntu Linux há quase 10 anos

Sempre fui fã de tecnologia, desde moleque. Com apenas 12 anos tive meu primeiro computador um IBM 386, para se ter uma ideia tinha o gabinete completamente metálico e aqueles disquetes gigantes para rodar alguma coisa.

Depois de um tempo comprei um Compaq Presario 586i, um dos primeiros computadores no Brasil com processador Pentium Intel, rodava Windows 95, mas consegui instalar na máquina o Windows 98, Windows Millenium e cheguei a rodar o Windows NT 98 por alguns meses.

Passados os anos (e depois de aposentar meu antigo Compaq) adquiri um notebook Presario i750C, também da Compaq. O notebook tinha uma configuração básica, e por este motivo rodava o Windows Vista com uma incrível lentidão. Seria lógico eu trocar de máquina, mas com a grana curta não tive outra alternativa senão fazer um downgrade.

Depois de alguns meses usando o Windows 98 ele começou a apresentar lentidão novamente, foi aí que comecei a buscar outro sistema operacional para ele, que fosse compatível com a capacidade reduzida do pobre coitado. Me deparei com o Linux, versão gráfica do seu antecessor o Unix.

Instalei no notebook o Linux Ubuntu 9.0, em 2010. De lá para cá nunca mais abandonei o mesmo, levando para todos os dispositivos que uso (exceto smartphone, que em tese usa Android que é baseado em Linux). Desktop, tablet, notebook, tudo.

Apesar da necessidade, comecei a observar diversas vantagens em utilizar sistemas operacionais livres (open source): flexibilidade, comunidade dedicada, facilidade em instalar aplicativos, e inexistência de drivers específicos. Pode parecer bobagem, mas meu desktop com Ubuntu 14.04 reconhece todos os dispositivos da casa, inclusive iPhone sem muita dor de cabeça.

Porém a maior vantagem de se ter um sistema operacional livre rodando sobre os diversos dispositivos está no próprio nome: livre. Em sistemas open source a prerrogativa básica é liberdade. Não depender de licenças, contratos, terceiros. O enfoque principal é usar o sistema e não brigar com o sistema.

Diversas empresas estão migrando aos poucos para sistemas open source, isso porque o custo de manutenção cai pela metade, facilitando o uso por meio de cross plataform, ou seja, multiplataforma. Assim aplicativos de outros sistemas acabam rodando em sistema open source de maneira simples e prática.

As funcionalidades não se limitam a cross plataform, podendo ser usados como sistemas principais, rodando aplicativos de Windows, Android e outros, navegando pela internet com mais fluidez, tornando o acesso a informação universal.

Para o usuário comum um sistema open source se torna mais vantajoso porque evita um alto custo de instalação, torna mais barato o preço dos equipamentos e com isso pluraliza o acesso a novas tecnologias mais rapidamente.

Como disse antes, com o advento do Android, baseado em Linux, houve nos últimos anos uma massificação nos telefones celulares, a tal ponto que não vivemos sem eles. Empresas como Facebook, Twitter e a própria Google não existiriam se não houvesse a liberdade open source.

Desde 2010 até agora o sistema Ubuntu evoluiu muito tornando-se um sistema operacional compatível com praticamente qualquer máquina ou dispositivo. Sua interface bem elaborada e fácil de usar substitui com maestria lançadores do Windows 10 ou do Mac OSx. A simbiose do sistema com a web torna mais simples navegar na internet, bastando um clique para abrir aplicativos Google ou pesquisar uma informação direto na tela principal do sistema operacional.

Essa liberdade open source está surgindo pouco a pouco em nosso cotidiano com aplicativos como Uber e Shipfy, com novas funções nos smartphones, com a ascensão de serviços de crowdfunding.

O Ubuntu e outras versões Linux deram o início a uma nova era, que sem imaginar comecei a participar a quase 10 anos atrás.

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