Porque o grande empresário não gosta dos liberais

porJeronimo Molina

Porque o grande empresário não gosta dos liberais

O grande empresário não gosta do socialista, isso é lógico, porque o grande empresário quer obter lucro, algo é louvável, diga-se. Porém o grande empresário não gosta do liberal da mesma forma que não gosta do socialista. Porquê?

Para entendermos o motivo que leva os grandes empresários a não gostar dos liberais precisamos primeiro entender o que é mercado. Mercado para Adam Smith em seu livro clássico A Riqueza das Nações é o ambiente onde se desenvolvem negócios onde todos ganham: o empreendedor e o consumidor. 

Michael Porter melhorou esse argumento dizendo que o mercado é onde se realizam trocas comerciais, sendo que as trocas se tornam mais perfeitas ao ponto que as interferências no mercado diminuem. Ele dividiu o mercado em concorrência perfeita, concorrência imperfeita, oligopólio e monopólio. 

A concorrência perfeita não é aquela onde todos competem em termos de igualdade – algo que é apregoado por muitos aí – ele demonstra que inexistem impeditivos para entrada de novos concorrentes, os consumidores compram os produtos de maneira espontânea (por meio de marketing, somente) e o princípio básico de necessidade/desejo é a prioridade para obter-se algo. 

Na concorrência imperfeita existem dificuldades para a entrada em novos mercados ou ramos de negócios. Essas barreiras ocorrem por diversos motivos, porém o mais comum é a regulamentação. 

Agora imagine se você queria montar uma empresa de telefonia móvel, concorrente daquelas que possuem o mercado. Você estaria quebrado (ou lascado, como diz minha mãe). As exigências de entrada no mercado são tão grandes que impedem novos competidores. Isso incentiva os atuais a manterem tais exigências e quem sabe criarem mais. 

As regulações estatais dificultam a competição, mas tem sua maioria apoiadas por grandes corporações que não querem concorrentes. 

Um mercado livre de barreiras estatais para a entrada de novos competidores tornaria o consumidor empoderado e com isso haveria maior poder de barganha por estes, algo que as grandes corporações não querem. 

Existem diversos ramos de negócio que poucos players tem a maioria do mercado: automotivo, telefonia/internet, cartão de crédito, bancos, restaurantes (pasmem!). Vejam os números abaixo do mercado de automóveis no Brasil:

Apesar da quantidade de players ser elevada notasse uma concorrência imperfeita, isso porque apenas cinco montadoras detém 66% do mercado. Note outro dado importante, o “player” outros: tem somente 2% do mercado total de automóveis licenciados.

Se verificarmos os dados do mercado telefonia móvel essa discrepância se torna maior ainda, veja (fonte Teleco.com.br)

Vemos que o mercado de telefonia no Brasil é composto somente por quatro empresas, que praticamente dividem o mercado de forma igual. Motivo simples porque todas oferecem os mesmos serviços. 

Nos EUA onde as barreiras a entrada são menores existem 16 empresas com cobertura nacional de telefonia, sem contar as inúmeras empresas de telefonia através da internet (Voip) e as cooperativas telefônicas. Somadas todas as empresas passam de 100 empresas no mercado. 

Definitivamente, o grande empresário não gosta do liberal. Este quer um mercado livre, onde todos possam competir sem barreiras, assim o consumidor, ou seja, o Povo, possa comprar produtos com qualidade e preços mais justos.

O mercado restrito a somente algumas empresas torna o serviço precário, com preço inacessível para as grandes massas, deixando somente um pequeno grupo de privilegiados obterem as vantagens de produtos exclusivos. Isso serve para qualquer mercado, de bancos a restaurantes, de bares à empresas de telefonia, de montadoras à escolas. 

Com o livre mercado todos saem ganhando, assim como predizia Adam Smith, e principalmente aquele que menos tem, o pobre. 

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