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Porque os políticos temem tanto o Povo?

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Porque os políticos temem tanto o Povo?

Hoje existe no Brasil a premissa que os políticos são sempre os mesmos. Podemos até criticar sua atuação, mas jamais vamos ficar no lugar de algum deles: ora por omissão, ora por receio de ser rotulado como “ladrão”.

Porém o político por profissão, acostumado com o fisiologismo praticado nas casas legislativas país afora fica temeroso quando vê parcela significativa da população indo para às ruas. Chega até mesmo sair da sua zona de conforto e participar de tais protestos no intuito de angariar mais apoio popular.

Porque acontece isso? Um político age assim por medo.

Diz o ditado que a voz das ruas é a voz de Deus, e para o político profissional é realmente assim. Preocupado somente com sua eleição (ou reeleição), o político de carteirinha tem por fiéis seus eleitores. Atua em um nicho de eleitor, no qual não se questiona a legitimidade deste político. Este nicho trabalha para este político profissional e torna o mesmo intocável do ponto de vista popular.

A população que se organiza em grupos, longe da arena política convencional, não detém este vírus que corrói o político profissional. Não necessitando o apoio do eleitor, os movimentos de base aproximam as camadas mais populares da sociedade, camadas estas que notoriamente são arregimentadas pelos políticos profissionais.

Um político profissional, que está em grande maioria do tempo longe do seu nicho, controlando-o somente por meio de assessores, quando observa que a população está se organizando sabe que irá perder espaço em seu nicho. Nessa perda de espaço poderão surgir novas lideranças, com discurso mais próximo do eleitorado.

Podemos citar como exemplo o político que surgiu da sociedade, anda de ônibus, caminha na rua, compra frutas da promoção; tudo isso não porque é político, mas sim porque é membro da própria sociedade. Seria um igual, oriundo do Povo.

Assim um político profissional não quer que o Povo fica mais organizado. Por vezes ironiza, por outras incita o deboche. Quando não mais pode lutar com a maré popular abraça os movimentos sociais como forma de se tornar parte destes.

Por sorte desde 2013 ocorreu no Brasil um distanciamento dos movimentos sociais de base com os políticos, tornando assim movimentos organizados por “entes invisíveis”, que com nenhuma ou pouca pretensão política, querem o melhor para o cidadão e não para um partido ou político profissional.

Assim os movimentos sociais liberais organizados a partir de novembro de 2014 tornaram-se uma pedra no sapato de muitos políticos profissionais. Por não deter uma linha partidária doutrinária e sim ideologia de fato, acabaram ficando a margem da arena política, apontando destemidamente os erros dos políticos profissionais, não com o intuito da crítica pura e simples, mas sim com o intuito de ser o fiscalizador atento da sociedade civil.

Assim pedem impeachment da presidente e não concordam com o governador, mesmo que estes sejam adversários políticos. Criticam o prefeito e aplaudem a situação do município, sem temer rechaça ou ostracismo político, porque não precisam da máquina política para sobreviver.

Este movimentos sociais liberais serão os fiscalizadores de governos, o terror de políticos corruptos, a voz das ruas, e principalmente o maior dos perigos para o político fisiologista.

E o Povo participando destes movimentos sociais liberais mudará a política brasileira, não por bandeiras de partidos, mas somente com o Povo, que tem sua maior bandeira: sua própria voz.

 

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