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Projeções de nós

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Projeções de nós

Sempre dispomos de tempo para avaliarmos as ações, reações e aspectos da vida alheia. Pouco pensamos a respeito de nossa própria existência. Quem sabe o medo de nos depararmos que poderíamos ter sido algo melhor ou diferente daquilo que somos nos deixa distante dessa ideia.

Quando pensamos sobre o “eu” interior nos deparamos com nossos medos, segredos, vontades, mas principalmente com um mundo que não existe, a não ser dentro daquilo poderia ter sido. A linha tênue da vida, se não direcionada com as mãos no leme, leva o nosso caminho ser tortuoso e difícil.

Cada ação que provocamos em nossa vida muda a direção daquilo que projetamos no futuro: um casamento ruim, um trabalho bom, um curso realizado, uma festa que não se foi. Tudo mudará e provocará uma alteração na relação que temos no mundo em que vivemos.

Longe da teoria do efeito borboleta, cada reação que praticamos pode criar um efeito borboleta interno, gerando por nós mesmos projeções imaginárias de um futuro que nunca veio. Estas projeções de nós mesmos nos deixa com um fardo enorme, fardo este que vem carregado com as escolhas que não fizemos (ou as que fizemos de maneira contrarias a nossa própria vontade). Voltar ao passado e mudar o curso de nossa própria história é aquilo que gostaríamos de fazer. Mas a preocupação maior não é voltarmos e dizermos a nós mesmos “não faça isso!” que nos instiga, mas sim a possibilidade que não tivemos.

Na Economia se dá o nome de custo de oportunidade: perdemos a chance de fazer diferente naquele momento. Na filosofia cotidiana o custo da oportunidade não pode ser mensurável com base em dados numéricos, mas com uma projeção de um futuro prévio, algo que não enxergamos visualmente, mas podemos sentir.

Um exemplo prático é que sempre nos imaginamos nos próximos dois, três, quase sabe dez anos; porém, não nos imaginamos nos próximos dois minutos de nossa vida. E neste aspecto que reside nosso medo: como seremos logo após? Por isso tememos nossa própria projeção daquilo gostaríamos de ter sido: não demos a devida importância para nós mesmos naquele devido instante.

 

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