Tampinhas podem gerar sorrisos

porJeronimo Molina

Tampinhas podem gerar sorrisos

Como o projeto Engenharia Solidária fez para ajudar diversas entidades

Participantes do projeto, Aline Dertzbacher e sua filha Marina (Divulgação/Eng. Solidária)

Dizem que boas ações podem vir de qualquer lugar. Mas nesse caso vieram de tampas não utilizadas. Por iniciativa de uma aluna de doutorado da UCS surgiu um projeto inusitado: recolher tampinhas para reverter em recursos par auxiliar ONGs de animais resgatados. Ela já tinha participado de uma ação assim em Porto Alegre e acreditava na proposta sendo implementada em Caxias do Sul (RS).

Em agosto de 2015 começou a recolher tampinhas nos mais de diversos prédios que abrigam o curso de Engenharia da UCS, no Campus Universitário. Rapidamente os pontos de coleta de tampas de plástico se espalharam, ainda mais depois que foi criada uma página no Facebook. Então se tornou viral. O volume de tampas coletado foi crescendo e engajando diversas pessoas.

Como funciona?

O projeto funciona com a venda das tampas de plástico para uma recicladora que adquire por R$ 1,50 o quilo. Estas vão para um moinho que torna o plástico reutilizável para a indústria , sendo uma iniciativa também sustentável. Porém, para que o plástico seja moída é necessária a separação dele de partes metálicas. Assim entra em cena uma rede de apoiadores do projeto que separam as tampas de partes metálicas que não podem ser moídas.

Realizando a separação das tampas (da primeira para última foto): Darbi Prá e Rose Bedin, Jaqueline Janaína Sirena e Isabel Becker (Divulgação/Eng. Solidária)

Com o crescimento da ideia foi necessária armazenar as tampas selecionadas até que fossem vendidas para a recicladora. Neste ponto houve o engajamento da UCS que cedeu dois depósitos para este fim. Assim a separação que antes era feita nas casas dos apoiadores passou a ser realizada dentro da Universidade.

Em 2016 tiveram o apoio do Simplás (Sindicato das Indústrias de Material Plástico de Caxias do Sul) para a realização de um evento de arrecadação juntamente com a Secretaria de Educação da cidade. Através de uma gincana entre as escolas infantis da cidade foram recolhidos 1320kg de tampas, algo histórico para o projeto. Além disso, o próprio Simplás patrocinou 70 coletores de tampas para espalhar em pontos de coleta pela cidade.

Rafael Zamboni, também voluntário (Divulgação/Eng. Solidária)

Hoje o projeto conta com mais de 100 pontos de coleta espalhados pela cidade e mais de 30 voluntários que se dividem em recolher tampas nos pontos de coleta e levar ao depósito, separar as tampas dos materiais metálicos, administrar redes sociais, entre outros.

Mas quem ganha?

Até novembro de 2016 houve uma arrecadação de mais de R$ 22 mil reais, sendo todos os recursos depositados na conta da ONG Proteção Animal Caxias. A partir deste ano mais duas entidades viram a se beneficiar com os recursos: Help Vira Latas e o projeto Na Rua Nunca Mais.

Mas não é somente a proteção animal que ganha com as ações do projeto. A equipe do Engenharia Solidária também realiza campanhas de arrecadação para o Lar da Velhice São Francisco de Assis, que atende idosos, e para o Hospital Geral de Caxias do Sul, além de ações para doação de sangue.

Hoje a coordenação do projeto cabe a professora e coordenadora dos cursos de Engenharia e Engenharia Química da UCS, Rejane Rech. Ela explica que as tampas são confeccionadas em polipropileno (PP) que detém um bom valor de revenda no mercado de recicláveis. Além disso, são densas e ocupam pouco volume.

Salienta que pode ser qualquer tipo de tampa plástica de garrafas pet (refrigerantes, água mineral, etc) , de produtos de limpeza, de produtos alimentícios (margarina, maionese, creme de leite) e de produtos de higiene (xampu, condicionador, etc).

Para auxiliar o projeto basta entrar em contato pelo Facebook.

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