Uber: sinônimo de liberdade

porJeronimo Molina

Uber: sinônimo de liberdade

Você é livre. Ao menos é isso que diz a Constituição Federal, a carta dos Direitos do Homem, e o senso comum em geral. Bem é isso que pensamos, mas de fato não somos livres de verdade.

Imagine que você queira comprar um fuzil para se proteger, ou ainda queira importar um carro bacana sem ter que se preocupar com liberações, ou ainda quer o simples direito de ir e vir onde quiser sem precisar pagar nada por isso. Bem, já deu para ver que não somos livres. Infelizmente o Estado (de forma generalizada) interfere na vida do cidadão desde muito tempo: seja nas decisões pessoais, seja na aquisição de bens, seja na forma como este se relaciona com seus pares, até mesmo com quem deve se apaixonar e casar.

Quando o Estado interfere no seu modo de agir, pensar, relacionar-se, ter ou obter este não está mais auxiliando sua população. Está deliberadamente tornando o povo escravo para a manutenção dele mesmo. Isso se observa com os impostos, que de tão agressivos tem em seu próprio nome sua obrigatoriedade.

A necessidade do Estado atuar como um leviatã sobre sua população afeta propostas adequadas e corretas como o Uber. O aplicativo se tornou febre mundial a cadastrar pessoas comuns para que utilizem seus próprios carros para dar caronas com preços mais modestos. Se analisarmos que o fato de oferecer carona reduz a poluição, diminui o trânsito nas grandes cidades, torna a cidade mais organizada e ainda oferece uma possibilidade de renda extra para as pessoas isso é ótimo.

Bem não é bem isso que pensa o Estado. Diversas cidades brasileiras que regulamentam os serviços de táxis já publicaram leis para impedir o uso do Uber, com o argumento de que não há regulamentação para tal. Se não bastasse, os próprios taxistas, temerosos de perder “mercado” também aderiram a ideia e fazem isso desesperadamente, pois observam no serviço uma ameaça.

Resumidamente o Uber que nasceu como uma proposta libertária, onde cada um poderia auferir um pequeno ganho ofertando seu carro a terceiros, e com isso ajudando no caos que é o transporte público das grandes cidades, vê seu modelo de negócio ameaçado pelo protecionismo do Estado a pequenos grupos.

Normalmente quando ocorrem revoluções tecnológicas ou em saúde sempre ocorrem protestos, ou por medo das pessoas serem prejudicadas, ou porque o próprio Estado não irá retirar uma fatia dentro do processo. Assim foi no Brasil com a Revolta da Vacina no qual as pessoas se rebelaram pelo fato de realizar vacina contra a varíola, em 1904; ou mesmo, á epoca sendo visto como uma ideia “correta”, do então deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) que criou projeto de lei contra a instalação de computadores nas repartições públicas a fim de proteger os empregos dos servidores.

De toda forma vivemos em um tempo onde não podemos ficar alheios as revoluções tecnológicas, médicas, sociais e outras, precisamos analisá-las com a visão ampla e ver se isso irá beneficiar a população como um todo, antes de cercear e intrometer-se na vida do cidadão. Com o Estado se entrometendo cada vez mais naquilo que deseja seu cidadão torna empresas, pessoas, e principalmente ideias reféns de serem colocadas em prática.

De toda forma um aplicativo que seria uma forma de dar mais poder de decisão as pessoas acabou tomando para si uma bandeira: a da liberdade.

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