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Um governante de cultura

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Um governante de cultura

Todos sabemos em certa dose que dispormos de diploma nada é proporcional ao nosso nível cultural. Existem diversas pessoas incultas e mesmo assim ostentando títulos de doutorado.

Isso vale também para os governantes, que em sua vasta maioria escondem-se sob a áurea premissa que tudo sabem e tudo dominam.

Existe o ditado que “quem quer sentar em duas cadeiras acaba sentando no chão”, sendo que tal provérbio popular se torna mais verdadeiro ao se deparar com o gestor público “sabe tudo”.

Nosso país já tivera 5 presidentes desde 1989, quando passamos a escolher nossos governantes. Com exceção de um, todos eram letrados, e este um podemos dizer que também era letrado, mas em outra arte.

De todo maneira, nenhum presidente era culto, quem sabe “perito” suas áreas, mas jamais podemos dizer que eram eruditos da arte mais nobre que é governar.

Por sorte tivemos um período curto, mas enriquecedor, em nossa história; onde um governante era erudito em diversas ciências, principalmente a filosofia.

Dom Pedro II foi um governante a frente de seu tempo, não por suas mudanças, mas por sua proximidade com a filosofia, política (de fato) e com o saber.

De nada adianta apoderar-se de diplomas, aprendendo a ser um tecnocrata, do que refletir sobre a vida das pessoas, na busca por um lar melhor.

Por este motivo Pedro II foi ímpar para a história do Brasil: estar próximo a filosofia o fez ter empatia pelo Povo, e essa empatia fez ele acreditar que o brasileiro precisava ser livre.

Não era um convicto liberal, mas cria que um dia haveríamos de ter um livre mercado.

Na política devemos parar de olhar governantes “tocadores de obra” e começar a votar nos que compreendem a natureza humana. Destes últimos poderá estar a chave para a solução dos diversos problemas país a fora: empatia com o Povo.

 

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